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Igreja de São Pelegrino – Caxias do Sul

Igreja de São Pelegrino

Igreja de São Pelegrino

Não sei se todos os amigos que visitam esse blogue sabem mas estou de férias e viajei aqui pra Gramado – RS, onde fico 1 semana. Em um dos tours pela região tive a oportunidade de conhecer a igreja de São Pelegrino, em Caxias do Sul. São Pelegrino, segundo histórias, era filho dos reis da Escócia e se estabeleceu na região de Lucca, na Itália. Lá passou a levar uma vida de eremita e de oração, além de ajudar a viajantes e principalmente a peregrinos.

A igreja é lindíssima. As portas são feitas de bronze que retratam momentos da imigração Italiana. Essas portas pesam 7 toneladas e só podem ser abertas eletronicamente – impressiona. Ainda na entrada há uma réplica da Pietá, do Michelangelo. A história desta obra é interessante: no passado um maluco atacou a escultura original na basílica de São Pedro e um artista (se não me engano foi um padre) brasileiro foi chamado para fazer a restauração. Esse artista restaurou a obra original, mas também fez uma réplica para que essa ficasse exposta no lugar da outra. A réplica foi doada à igreja pelo Papa Paulo VI, em 1975, ano em que a imigração italiana no Rio Grande do Sul completou 100 anos. A perfeição é tamanha que dá pra dizer tranqüilamente que se trata da escultura original e não de uma réplica. Há ainda, também doada por Roma, uma réplica (fac-símile) do Santo Sudário.

Portas de Bronze da igreja. Fonte: Wikipedia

Mas, definitivamente, o que mais chama atenção são os afrescos e pinturas do pintor italiano Aldo Locatelli. O pintor italiano veio para o Brasil em 1948 para pintar a Catedral de Pelotas e resolveu ficar por aqui. Quando foi chamado para fazer as pinturas da igreja de São Pelegrino, o pintor recebeu total libertade criativa do pároco àquela época. Além disso esse padre deu um livro ao pintor, cujo o título era algo como “A Paixão de Cristo segundo um cirurgião”.

Quando terminou e foi inaugurado o templo pintado, as pinturas causaram enorme impacto na população em geral, principalmente porque eram totalmente contrárias, digamos, ao padrão da época, que era aquele de “Jesus branquinho de olho azul, limpinho e quase feliz ao carregar a cruz”; podemos comparar o impacto com o causado pelo lançamento do filme Paixão de Cristo, do Mel Gibson. Há um tom sombrio e pesado nessa obra que realmente mostra um Jesus que sofre. São obras chocantes, mas é algo belíssimo, peculiar e espetacular.

Além da Via Sacra, há a Santa Ceia retratada atrás do altar e no teto os Afrescos que retratam A Criação do Cosmo, A Criação da Mulher, A Expulsão do Paraíso, e o Juízo FInal. Ao redor dessas pinturas no teto há quadrados com imagens inspiradas no hino Dies irae.Quem tiver a oportunidade, católico ou não, conheça a Igreja de São Pelegrino. As imagens e esculturas são realmente belíssimas!

Igreja de São Pelegrino Réplica da Pietá, de Michelangelo I estação da Via Sacra Altar com a Santa Ceia ao fundo

Afrescos no teto Afrescos no teto Réplica do Sudário - Frente Réplica do Sudário - Costas

Fontes: guia da CVC e Wikipedia. Para ver todas as imagens da Via Sacra, clique aqui, (spaces da Yadeshka que achei no Google!). Infelizmente por não poder usar flash dentro da paróquia, não consegui boas fotos das pinturas. Depois, ao voltar pra SP, escanearei em alta resolução as fotos que comprei na loja da igreja e posto aqui! ;)

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Guitarrista: Paul Gilbert

PaulGilbertEssa semana, por algum motivo que ainda não descobri, resolvi procurar uns vídeos do Paul Gilbert pra assistir. Sempre gostei do estilo dele tocar e sempre o achei um guitarrista excelente, mas foi nessa semana que o adjetivo usado por mim passou a ser espetacular.

Pra quem não sabe o Gilbert foi guitarrista do Mr. Big (aquela banda de To Be With You, sabe? Não? Essa aqui.), banda essa que fez muito sucesso… mas muito mesmo, tanto que estão de volta! A propósito não posso deixar de mencionar que o baixista do Mr. Big  é o igualmente folclórico e sensacional Billy Sheehan! PG Tocou também no Racer X, uma banda oitentista que, sinceramente, eu não conhecia muito – estou ouvindo as músicas deles com mais atenção agora; o som é muito bom!

Em carreira solo o Paul Gilbert tem um porrilhão monte de cds lançados e, ao contrário do que muitos podem pensar, o fato dele ser um guitarrista virtuosíssimo não faz com que as músicas sejam repletas de masturbações guitarrísticas e solos estratosfericamente rápidos – as composições, por vezes, beiram o simples pop-rock, com melodias e letras grudentas e agradabilíssimas e, claro, solos excepcionais! É claro que não dá pra deixar de lembrar que os discos são bem variados, com vários estilos de música: blues, funk, metal etc.

Mas o maior destaque vai pro humor do Paul: o cara é uma figura! Desde a abertura de vídeo-aula com músicos mexicanos anunciando seu nome (señor Paulo Gilberto!“) e ele tocando a música Down To Mexico trajado de chicano a capas bem descontraídas. Há, também, coisas como a música Boku No Atama, do álbum Space Ship One, música da qual a letra é em japonês (aliás, se é a mesma ainda, a esposa dele é nipônica:) ). Além disso na obra gilbertiana (alguém vai me amaldiçoar por isso, eu sei que vai) há algumas releituras muito interessantes. Destaques disparados para Dancing Queen, do Abba e 2 become 1, das Spice Girls. No fim desse post coloco um vídeo da última com uma mescla de 3 sons: a das garotas bretãs, o solo de uma das músicas mais importantes e famosas de todos os tempos – Stairway to Heaven, do Led Zepellin e o riff final do Black Sabbath, mas não consigo lembrar de jeito nenhum o nome da música. O ponto é: não é qualquer um que consegue fazer versões de músicas e deixá-las, por vezes, mais legais do que as originais.

Ahhhh, não posso deixar de colocar, também, o vídeo de 3 E’s for Edward. Sobre esse som deixo o mestre Paul Gilbert falar!

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Enfim fica aí a dica de um excelente músico, que com certeza agradará guitarristas e não guitarristas! Dica de início pra ouvir: álbum Alligator Farm. ;)

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Música: Wither – Dream Theater

Dream Theater - Black Clouds & Silver Linings

Dream Theater - Black Clouds & Silver Linings

Antes de escrever sobre outro disco, filme ou afins, gostaria que vocês dessem uma lida na letra abaixo. Wither faz parte do novo disco do Dream Theater Black Clouds and Silver Linings. De autoria de John Petrucci, a letra é sobre o “writer’s block” (tradução ao pé da letra “bloqueio de escritor”), que é a incapacidade de produzir novas coisas, travamento esse relacionado principalmente a fatores psicológicos. Mais (e melhores) infos aqui.

Enfim, leiam a letra e ouçam a música (ao fim do post). Na minha modesta opinião é uma das músicas mais bonitas que o DT já compôs até hoje; uma melodia melancólica que chega a ser bela; o uso de acordes graves e, em sua maioria, menores, o que deixa a música com um clima bem condizente com sua temática, além de uma letra extremamente bem escrita e um solo explosivo e cheio de feeling no finzinho da música – ambas as coisas marcas registradas do JP. Vale prestar atenção na progressão melódica que é usada sobretudo no refrão. Ah, aos guitarristas de plantão: a guitarra está afinada em Bb. :)

Wither – John Petrucci

Let it out, let it out
Feel the empty space
So insecure
Find the words
And let it out

Staring down, staring down
Nothing comes to mind
Find the place
Turn the water into wine

But I feel I’m getting nowhere
And I’ll never see the end

So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me

Turn it on
Turn it on
Let the feelings flow
Close your eyes
See the ones you used to know

Open up open up
Don’t struggle to relate
Lure it out
Help the memory escape
Still this barrenness consumes me
And I feel like giving up

So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me

I wither
And give myself away

Like reflections on the page
The world’s what you create

I drown in the hesitation
My words come crashing down
And all my best creations
Burn into the ground
The thought of starting over
Leaves me paralyzed

Tear it out again
Another one that got away

So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear

I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me
I wither
And give myself away

Like reflections on the page
The world’s what you create

Dream Theater - Wither

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CD: Wish You Were Here, Pink Floyd

Pink Floyd - Wish You Were Here, 1975

Pink Floyd - Wish You Were Here, 1975

Acredito que as poucas pessoas que lêem meu blogue (momento manha) sabem que uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos é o Pink Floyd. O Floyd, definitivamente, revolucionou a música pra mim e, acredito, pra todo o mundo; por isso fica difícil escolher um disco deles pra escrever sobre. Fora o fato de o guitarrista ser o espetacular David Gilmour que, sinceramente, não tenho medo nenhum de chamar de gênio, mito e lenda.

Pra escrever aqui escolhi um disco que ouvi há pouco tempo: Wish You Were Here, o 9º álbum da banda, lançado em 1975. O álbum é conceitual e trata da indústria da música na época, que estava preocupada apenas em vender, vender e vender e não necessariamente em ajudar músicos a fazer e divulgar suas músicas (repito, o álbum é de 1975, ou seja, 24 anos atrás). Além disso, há músicas que são tributos a Syd Barret, como Shine On Your Crazy Diamond e Wish You Were Here. As letras desse álbum são escritas por Roger Waters.

Em se tratando de Pink Floyd, chega a ser uma injustiça destacar apenas uma música. Recomendo, então, veementemente que ouçam o disco TODO, mas, logo após o tracklist abaixo, coloco o vídeo de uma das melhores músicas do Pink Floyd, considerando todos os álbuns, na minha modesta opinião.

1 – Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V) [Gilmour, Waters e Wright]

2 – Welcome To The Machine [Waters]

3 – Have a Cigar? [Waters]

4 – Wish You Were Here [Gilmour, Waters]

5 – Shine On You Crazy Diamond (Parts VI-IX) [Gilmour, Waters e Wright]

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Fonte principal: A boa Wikipédia

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Filme: Traffic, de Steven Soderbergh

SoderberghtrafficposterEu achava que já tinha visto praticamente todas os tipos de abordagem em filmes sobre drogas, tráfico e afins; até assistir Traffic, no final de semana. Tá, eu sei que o filme é velho, mas eu ainda não havia visto!

São 3 tramas desenvolvidas paralelamente, mas rigorosamente relacionadas: um juiz recém nomeado (Michael Douglas) secretário da divisão anti-drogas dos EUA que descobre que sua filha é uma viciada; uma mulher (Catherine Zeta-Jones) casada com um multi-milionário que fez sua fortuna com a distribuição de drogas vindas de cartéis no México, pelos EUA inteiro; um policial mal-pago mexicano (Benicio Del Toro) que, mesmo face a todo o lucro que o tráfico poderia lhe render, resiste bravamente à tentação.

O que mais chama a atenção no filme é, disparado, a fotografia. Cada umas dessas 3 situações tem um tratamento de imagem completamente distinto. Além disso é interessante observar como o diretor buscou evidenciar todos os contrastes presentes nesse filme: o desespero da mulher ao saber que o marido é um traficante, mas desespero porque os amigos da alta-sociedade e a vida de luxo começam a ser ameaçados; a frieza com que o amigo, rico e inteligente, explica ao juiz porque é tão natural o tráfico e afins.

A trama é extremamente densa e merece atenção 100% do tempo. O filme foi vencedor de 4 Oscar: Diretor, Ator Coadjuvante (Benicio Del Toro), Roteiro e Edição.

Vale ter esse filme em casa! Abaixo, o casting principal (fonte: Wikipedia).

Mexico storyline

Benicio del Toro as Javier Rodriguez, a Baja California police officer
Jacob Vargas as Manolo Sanchez, Javier Rodriguez’s partner
Tomás Milián as General Arturo Salazar, head of Mexico’s anti-drug campaign
Salma Hayek as Rosario, a drug lord’s mistress

Wakefield storyline

Michael Douglas as Robert Wakefield, Director of the Office of National Drug Control Policy
Amy Irving as Barbara Wakefield, Robert Wakefield’s wife
Erika Christensen as Caroline Wakefield, the Wakefields’ teenage daughter
Topher Grace as Seth Abrahams, Caroline Wakefield’s boyfriend
D. W. Moffett as Jeff Sheridan, executive assistant to Robert Wakefield
James Brolin as General Ralph Landry, Robert Wakefield’s predecessor as Director of the ONDCP
Albert Finney as White House Chief of Staff

Ayala/DEA storyline

Steven Bauer as Carlos Ayala, a distributor for the Obregón drug cartel
Catherine Zeta-Jones as Helena Ayala, Carlos Ayala’s wife
Dennis Quaid as Arnie Metzger, Helen Ayala’s lawyer and Carlos’s partner
Clifton Collins, Jr. as Francisco Flores, a hitman for the Obregón drug cartel
Don Cheadle as Montel Gordon, a DEA agent
Luis Guzmán as Ray Castro, Montel Gordon’s partner
Miguel Ferrer as Eduardo Ruiz, Carlos Ayala’s subordinate
Peter Riegert as Michael Adler, Carlos Ayala’s defense attorney
Benjamin Bratt as Juan Obregón, drug lord of the Obregón drug cartel

[edit] Wakefield storyline

[edit] Ayala/DEA storyline

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