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Parar. Refletir. Recomeçar.

Edward Hopper - Sunday (1926) - Clique para ampliar

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Calma, calma, não esqueci daqui não. É que as coisas mudaram um pouco; minha vida deu alguns rodopios e eu deixei de ficar tonto há alguns dias apenas.

A maioria de vocês sabe o que houve, mas quem não sabe não se importe: não perdeu nada, rs…

Logo logo volto a toda com o blogue.

Abraço!

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Um post de fim de ano

Prometi pra mim mesmo que em 2010 farei uma série de coisas diferentes. Prometi em outros anos também? Prometi; mas dessa vez, por algum motivo, é diferente. E uma delas era dar mais atenção – mesmo – a este blogue, principalmente pra superar meu receio e irritação de expor opiniões e receber comentários contrários. Sim, eu tenho receio; tenho receio de opinar, alguém replicar e eu não ter uma tréplica; e me às vezes me irrito quando discordam de algo. Podem acontecer ambos aqui, eu sei, mas e daí?

Mal ou bem as pessoas geralmente têm opiniões diversas sobre as coisas, o que é bom. A diferença é que algumas pessoas têm coesão no que falam, outras só são do contra porque é mais bacana ou nem sabem porque o são. E eu sou de um grupo de pessoas que acha que simplesmente gostar ou não gostar não são argumentos válidos pra algumas coisas – e isso sempre é um problema. Exemplo dessa diarréia mental: milhões de pessoas amam o Paulo Coelho. Isso faz dele um escritor – tecnicamente, literalmente, estilisticamente falando – a altura de sua fama, renome e fortuna? Não.

Entendem? Eu não sou um erudito, um filósofo incrível, um literato renomado, um gênio, um superdotado, mas algumas coisas eu estudei um pouco, eu li, me dediquei a entender e aprender e me incomoda quando, numa conversa, o argumento pra dizer se algo é bom, bonito, agradável ou não é simplesmente “eu [ou 1 trilhão de pessoas] gosto [am]“.

Eu sei que sou uma pessoa difícil nesse aspecto; digo, quando tenho uma determinada visão sobre alguma coisa sou capaz de arrumar briga até com minha mãe. Mas é que eu às vezes eu estou tão certo de algumas coisas, é tudo tão claro que penso não ser possível o outro não achar o mesmo que eu!

Mas uma coisa ou outra eu vou mudar. Vou continuar achando um monte de coisa uma porcaria, mas usarei de alguma polidez pra falar sobre isso. Porque não, não vou parar de achar isso ou aquilo, afinal, “calar-se é deixar que acreditem que não se pensa nem se julga nada”. E essa idéia, definitivamente, não me agrada.

Obrigado a todos que me acompanham e entendem minha casmurrice! Abaixo um trecho de um belo poema do Alberto Caeiro (heterônimo do Fernando Pessoa): O Guardador de Rebanho. O trecho é da Parte I do poema.

Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes o sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural

Grande abraço e um excelente 2010!

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Haja eclipse…

Yoda_MeditateCaramba, que eclipse demorado… eu só queria entender porque eu largo pela metade praticamente tudo que eu começo!

Acho que eu preciso de alguma espécie de tratamento, sabe? Tipo, cada vez que eu começar a ler um livro, por exemplo, e parar na metade, eu tomo uma porrada do Rocky Balboa – quem sabe assim eu largo mão dessa preguiça desgraçada que vem me acompanhando.

Pô, eu acho o Dostoiévski um dos escritores mais fudidos de toda a história, comprei o “Irmãos Karamázov”, da Editora 34, traduzido direto do Russo, lindo, li meio primeiro livro (são 2) e parei. Achei difícil? Não, porque eu sou um relaxado mesmo. E seguindo essa descrição temos ainda o “Children of Húrin” em Inglês, do Tolkien; O mito de Sísifo, do Camus (esse é preguiça + dificuldade de entender umas coisas, rs…), o “Os Escombros e o Mito”, do Boris Schnaiderman… e assim vai.

Caramba, o que eu preciso fazer pra largar mão de ser um preguiçoso de tamanha… preguiça?

É isso. Vamos ver se eu volto com isso aqui – é um bom lugar pra se conversar, mesmo que ninguém responda, eu sei que tem gente lendo e, às vezes, até concordando!

[]s

Eclipse

fondo-de-pantalla-eclipse-solar

Caramba, já faz quase 1 mês desde o último post!!!

Relaxo? Preguiça? Não, ócio criativo mesmo; uma espécie de Eclipse, saca? Ultimamente não consigo nem pensar num texto pra indicar alguma coisa pra alguém. Sei lá. Eu sei que deve ser decepcionante entrar quase 1 mês depois aqui e ver o mesmo post, mas é assim que tem funcionado… já já eu escrevo algo, ok? :)

Abraços, meus amigos.

The time is gone, the song is over…

Jordan Rudess e John Petrucci - Dream Theater

Jordan Rudess e John Petrucci - Dream Theater

Depois de um show de minha banda, o escritório me parece um calabouço e o computador a janela… com grades.