Voltei – e espero que em definitivo, eheh.
Seguindo sugestão do Sávio (aqui), escrevei o que eu penso dessa nova palhaçada chamada Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa.
Como se sabe, esse acordo foi um acordo feito entre todos os países do mundo que falam o português (sei lá, uns 4) pra que todos “falassem a mesma língua”. Bom, não preciso dizer que tudo isso é uma papagaiada da boa, né? Não houve motivação lingüística e filológica nenhuma pra pensarem nisso. Em suma foi assim: tem um monte de coisa que ninguém sabe escrever direito e tá foda de explicar. Vamos fazer assim: tira da regra.
Porra, acento diferencial não existe mais, trema, hífen mudou o critério! Gente, é bizarro. O pior é ter que ouvir o Evanildo Bechara (que é um puta gramático) dizer que isso é um passo em direção à modernidade. Porra, vai à merda. É claro que ele vai achar demais, porque vai imprimir mais um porrilhão de gramáticas.
Além disso, todo o trabalho secular dos filólogos em determinar e entender as diferenças entre português Brasil e português Portugal podem ser jogados no lixo, afinal de contas, é tudo a mesma coisa agora.
Todas as revisões ocorreram por motivos sérios e que tinham a ver única e exclusivamente com o uso/desuso das coisas. O acento de ditongo aberto não caiu em desuso e, por isso, saiu da regra: as pessoas simplesmente não sabiam quando e como usá-los e, portanto, fica mais fácil se não precisar!
Essa revisão tem um caráter pura e unicamente econômico, ponto. Perguntem aos portugueses o que eles acham disso? Garanto que eles estão bem mais irritados que nós, até porque as mudanças lá foram beeeem mais pesadas.
É isso o que eu acho. E é por isso que eu vou continuar escrevendo do modo “errado e velho”.
Época de olimpíadas, de quebrar recordes, de celebrar o esporte, de representar o país. Eu queria, sem nenhuma hipocrisia, parabenizar a todos os brasileiros que conseguiram medalhas – até agora – lá em Pequim, independentemente se a medalha é de ouro ou bronze. Num país onde o incentivo e o investimento ao esporte são pifiamente (acho que inventei um advérbio…) patéticos QUALQUER medalha conseguida é uma vitória sensacional. Competir com verdadeiras máquinas esportivas como Phelps e Isinbayeva não é pra qualquer um.
Essa conversa fiada de que “não importa em que posição você vai ficar, vá lá e dê o seu melhor” me irrita. É porque parece uma desculpa pra dizer: “olha, a gente não tem condições de ganhar essa
Eu gosto de olimpíadas, de verdade. Acompanho tudo que dá mesmo sem, quase sempre, entender as regras da modalidade. É lindo ver a Isinbayeva, por exemplo, destruindo no salto com vara, ou o Cielo mostrando que com dedicação, perseverança e com uma velocidade absurda é possível estar no mais alto lugar do pódio. Mas não venham me dizer que “só estar nas olimpíadas é uma vitória” porque não é. Se fosse, todo mundo voltava com uma medalha.