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Novu Akordu Ortographico

Voltei – e espero que em definitivo, eheh.

Seguindo sugestão do Sávio (aqui), escrevei o que eu penso dessa nova palhaçada chamada Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa.

Como se sabe, esse acordo foi um acordo feito entre todos os países do mundo que falam o português (sei lá, uns 4) pra que todos “falassem a mesma língua”. Bom, não preciso dizer que tudo isso é uma papagaiada da boa, né? Não houve motivação lingüística e filológica nenhuma pra pensarem nisso. Em suma foi assim: tem um monte de coisa que ninguém sabe escrever direito e tá foda de explicar. Vamos fazer assim: tira da regra.

Porra, acento diferencial não existe mais, trema, hífen mudou o critério! Gente, é bizarro. O pior é ter que ouvir o Evanildo Bechara (que é um puta gramático) dizer que isso é um passo em direção à modernidade. Porra, vai à merda. É claro que ele vai achar demais, porque vai imprimir mais um porrilhão de gramáticas.

Além disso, todo o trabalho secular dos filólogos em determinar e entender as diferenças entre português Brasil e português Portugal podem ser jogados no lixo, afinal de contas, é tudo a mesma coisa agora.

Todas as revisões ocorreram por motivos sérios e que tinham a ver única e exclusivamente com o uso/desuso das coisas. O acento de ditongo aberto não caiu em desuso e, por isso, saiu da regra: as pessoas simplesmente não sabiam quando e como usá-los e, portanto, fica mais fácil se não precisar!

Essa revisão tem um caráter pura e unicamente econômico, ponto. Perguntem aos portugueses o que eles acham disso? Garanto que eles estão bem mais irritados que nós, até porque as mudanças lá foram beeeem mais pesadas.

É isso o que eu acho. E é por isso que eu vou continuar escrevendo do modo “errado e velho”.

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Falta de incentivo. Só isso mesmo?

Olhem o quadro abaixo:

1. China 16 21 16 53
2. Grã-Bretanha 16 10 7 33
3. EUA 10 5 10 25
4. Ucrânia 8 5 10 23
5. Brasil 8 4 5 17

(fonte: Globoesporte.com)

Esse quadro representa o número de medalhas nas Paraolimpíadas (ouro, prata, bronze e total, respectivamente); os nossos atletas estão dando um show lá na China. Os atletas que têm todas as condições físicas em perfeito estado conseguiram um total de 15 medalhas durante toda a competição, certo? Eles – e todo o país, incluindo este blog – reclamaram da falta de incentivo ao esporte no Brasil, uma afirmação que não deixa de ser verdade. Mas me digam qual o incentivo que essas pessoas com dificuldades de todos os gêneros têm nesse país, ainda mais pra praticar esportes? Eles mal podem pegar um ônibus, subir de cadeiras de rodas numa calçada e por aí vai.

Aí me pergunto: é só falta de incentivo político e ecônomico que sofre o esporte brasileiro?

Perguntem a vocês mesmos.

[]s

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Ahh, o espírito olímpico

Época de olimpíadas, de quebrar recordes, de celebrar o esporte, de representar o país. Eu queria, sem nenhuma hipocrisia, parabenizar a todos os brasileiros que conseguiram medalhas – até agora – lá em Pequim, independentemente se a medalha é de ouro ou bronze. Num país onde o incentivo e o investimento ao esporte são pifiamente (acho que inventei um advérbio…) patéticos QUALQUER medalha conseguida é uma vitória sensacional. Competir com verdadeiras máquinas esportivas como Phelps e Isinbayeva não é pra qualquer um.

De qualquer maneira, o foco no texto não é esse. Lembra quando seu pai dizia que “o importante é competir”? Pois então, ele mentiu – e as olimpíadas são a maior prova disso. Dizer que se está lá apenas para celebrar o esporte e blá, é engodo, ou desculpa de perdedor. A função do atleta não é fazer o seu melhor, é ganhar do outro! Eles são convencidos, desde que começam a engatinhar nos treinos de qualquer modalidade, de que precisa vencer sempre e a qualquer custo. Isso, teoricamente, não é um problema. É claro que se tem que incentivar um atleta a ganhar sempre, de todo mundo e em qualquer lugar, mas já pararam pra pensar na pressão que é depositada no indivíduo?

Essa conversa fiada de que “não importa em que posição você vai ficar, vá lá e dê o seu melhor” me irrita. É porque parece uma desculpa pra dizer: “olha, a gente não tem condições de ganhar essa merda competição porque a gente não tem dinheiro pra investir num treinamento melhor e você não tem condições econômicas pra se dedicar o dia todo ao treino, como as americanas. Vai lá e faz o que der”. Eu sei que eu posso estar exagerando, mas caramba, desculpa: numa competição esportiva que vale prêmios e “fama internacional” dizer que o importante é competir é a mais pura sacanagem.

Além disso, os falsos defensores do esporte me irritam duplamente. O desagraçado só acompanha o timeco dele do futebol (e bem mal). Quando chegam as olimpíadas, o cara faz todo um discurso sobre como o esporte no Brasil é ignorado, os investimentos tímidos e por aí vai. Pelo amor de Deus, vamos parar um pouco com essa hipocrisia.

Eu gosto de olimpíadas, de verdade. Acompanho tudo que dá mesmo sem, quase sempre, entender as regras da modalidade. É lindo ver a Isinbayeva, por exemplo, destruindo no salto com vara, ou o Cielo mostrando que com dedicação, perseverança e com uma velocidade absurda  é possível estar no mais alto lugar do pódio. Mas não venham me dizer que “só estar nas olimpíadas é uma vitória” porque não é. Se fosse, todo mundo voltava com uma medalha.

É isso.

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