Heteronímia

Pensar incomoda como andar à chuva – Alberto Caeiro

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Curva de Rio - Studio 84 - 28/06/2010Uso este espaço pra agradecer as pouco mais de 2 horas de alegria que pessoas que carrego fundo no meu coração proporcionaram a mim, enquanto eu fazia umas das coisas que mais gosto no mundo que é tocar.

Muita coisa aconteceu em 25 anos, boas ou ruins; muita coisa mudou, muita coisa ficou exatamente igual; muitos amigos ficaram distantes, novos surgiram, outros voltaram. E o importante é que amo a todos como amo a mim mesmo – provavelmente mais.

E aos companheiros de banda, não tenho palavras – a cada show, a cada ensaio vocês acendem mais ainda a chama musical dentro de mim que já quis se apagar tempos atrás.

Obrigado a todos, de coração. Fiquem com Deus.

Alê

TwitterE por que não?

O Twitter é, depois das coisas que o deus-Google faz, uma das ferramentas que mais crescem – em tamanho e utilidade – e ganham adeptos mundo afora. Como praticamente tudo que é criado na Internet, surgiu como um aplicativo despretensioso e, porque não dizer, bobo. Aos poucos, com ajuda dos adeptos que não usavam-no para publicar um streaming inútil do seu dia, grande parte da [vou abusar no uso do termo aqui] comunidade da web percebeu que essa ferramenta poderia contribuir imensamente em vários setores e não só era mais uma rede social pra colocar fotos e adicionar miguxos. Abaixo eu tento exemplificar e defener o que estou sugerindo a você, leitor.

Acesso à informação

O Twitter vem pra confirmar uma nova tendência (odeio esse termo) no tocante ao modo como o usuário busca informação na web: eu não me relaciono com nenhum veículo de comunicação, me relaciono com as notícias – e elas vêm até mim (parafraseando o amigo Fernando Gomes, diretor de atendimento da LiveAD). Assim como o RSS, o usuário não precisa mais ficar buscando freneticamente na internet e seus milhares de blogues e portais assuntos que são relevantes pra ele; ele simplesmente assina o RSS de um canal específico e, agora, vai além: segue o cara responsável por aquele assunto. Ex.: se eu quero saber das novidades do Google eu não preciso ficar navegando por 1 milhão de canais de tecnologia – eu simplesmente sigo o Eric Schmidt.

Isso, penso, é uma das coisas mais interessantes do Twitter: o acesso ao pensamento da “fonte”. Cada vez mais CEOs de grande empresas, desenvolvedores, filósofos, educadores, sociólogos, jornalistas etc etc etc, passam a utilizar o microblog como veículo das suas opiniões, novidades de suas empresas, visão de mundo e por aí vai. Isso permite um diálogo (obviamente não em 100% dos casos, rs) inteligente e interessante sobre várias coisas.

E grandes portais demoraram, mas parecem ter percebido as grandes possibilidades de interação que essa ferramenta proporciona. Sites como a Globo.com, por exemplo, convidam os usuários a participarem de transmissões ao vivo veiculadas no Globoesporte.com expressando seus comentários e observações, ao lado das pratas da casa, como Tiago Leifert. Assim, os portais transformam o usuário de espectador em participante (vocês já devem ter ouvido essa expressão e um desses milhões de enventos sobre “as novas tendências da Internet”, certeza, rs…).

Mais: com o uso da web cada vez mais presente nos dispositivos móveis, o acesso à informação fica disponível em praticamente qualquer lugar, a qualquer hora, uma vez que o site é bem mais leve, muito mais fácil e mais rápido de acessar do que um grande portal ou um blogue.

Opiniões

O Twitter também é, mal ou bem, espaço para opiniões, sejam elas relevantes ou não (e este texto não tem por objetivo discutir o que é relevante ou não, ok?). Todo mundo acha algo sobre alguma coisa – isso é um fato. Só que agora essas opiniões podem ser compartilhadas com milhões de leitores. Esse é, talvez, o pior lado do Twitter: você pode descobrir que aquele amigo com quem você simpatiza bastante, mas não tem um contato mais pessoal é, na verdade, um mané que tem visão obtusa da vida e gosta mesmo de ficar repetindo manchete de jornal polêmico.

Só que esse é outro grande trunfo da ferramenta. Bom ou não, qualquer um diz o que bem entende e isso, penso, evidencia ainda mais a capacidade de discernimento de quem está lendo aquilo. Ninguém é obrigado a tomar tudo por verdade absoluta sem confrontar ideologicamente o que está sendo apresentado.

Sugestões

Como não abordar o aspecto que arrisco a dizer é o mais simples do Twitter: sugerir! Um bom restaurante, uma boa leitura, um bom disco. De novo, isso é opção de cada um, mas entendo que é mais fácil ter uma lista de seguidores que sugerem boas coisas do que ficar indo atrás de reviews espalhados por milhares de sites, revistas, jornais específicos de cada ramo.

Finalmente…

O objetivo todo desse meu texto que parece não acabar mais, é que o Twitter é uma das ferramentas mais úteis e interessantes da atualidade. Há inúmeras outras maneiras de utilizá-la e deixo o espaço dos comentários para que você compartilhe comigo quais são (por exemplo: não falei das oportunidades comerciais que o Twitter passou a oferecer de alguns meses pra cá para anunciantes, como os Promoted Tweets)! Se você não conhece, dê uma chance. É claro que você pode achar uma grande porcaria e discordar de tudo isso que eu escrevi aqui, mas se você gostar, aproveita e me segue. ;)

Abraços

Durante quase 3 anos minha rua foi usada como depósito para carros batidos, roubados e por aí vai. A rua era um verdadeiro cemitério de carros abandonados e nós, moradores dos prédios da rua, freqüentadores do hospital Santa Helena, caminhadores do Parque Radical de SBC, sofríamos por não ter lugar para estacionar nossos carros, já que todas as vagas (45º ou paralelas à guia) estavam praticamente 100% ocupadas por verdadeiros entulhos automobilísticos.

Matérias, denúncias, abaixo-assinados foram feitos pra tentar com que a prefeitura fizesse alguma coisa, mas nada surtia efeito. Até que um dia os carros começaram a ser retirados; em pouco mais de 10 dias a rua estava limpa e a sinalização horizontal toda refeita! Todos pensávamos ser uma bela vitória dos moradores que se uniram e brigaram muito pra que isso acontecesse. Ledo engano.

Alguns meses depois placas indicando “área de Zona Azul” aparecem… e a velocidade de retirada dos carros da região depois de quase 3 anos de inércia faz mais sentido. E o pior: de sábado a fiscalização também acontece e até 14h. Badalhoca.

Pra que simplesmente fazer algo bom à população sem ganhar uma grana em cima? Imagina o quanto eles estão faturando com as pessoas que precisam ir ao hospital ali na rua, com as que gostam de caminhar no parque à tarde, ou mesmo com as que precisam ir à delegacia? Dão com uma mão e mostram o dedo da outra, meus amigos.

Sem contar os inúmeros moradores da região (incluindo este que vos escreve) que saem de casa para trabalhar depois das 8h e só têm 2 opções: ou pagam a putaria zona azul, ou param o carro com sorte em algum lugar do bairro longe de casa. E detalhe: pagamos por parar o carro NA RUA e, se o carro for roubado, pegar fogo, explodir, sair voando, whateverelseyouname, vejam se é possível processar ou cobrar o prejuízo de alguém…

Nesse país, senhores, nada é feito sem que se possa tirar vantagem: de uma simples área pública de estacionamento até uma sede de jogo de copa do mundo.

Um abraço

La politique!

1 comentário
Le Jeu Politique - Blogs LeMonde

Le Jeu Politique - Blogs LeMonde

Sobre o que escrever? Semanas tensas essas últimas… De bom mesmo acho que só minha vontade de estudar política. Sério.

Nunca tive saco pra política, mas hoje não consigo me ver sem estudá-la a fundo para entender direito tudo o que acontece. Por quê? Bem, primeiramente pra me posicionar com alguma propriedade – e não falo estritamente em esquerda, centro ou direita. Tenho algumas coisas na minha cabeça que me agradam mais, outras menos, e todas elas de escolas políticas (existe isso?) variadas.

Temos um cenário político mundial hoje interessantíssimo para ser estudado: uma mudança (ainda que sensível) nos EUA, a Europa e sua crise, o posicionamento do Brasil no cenário mundial, o picadeiro da política nacional, Cuba e a perspectiva da abertura (essa visão eu devo ao Gus!) o BRIC, e por aí vai.

Acho que as conversas com apaixonados pela política, como minha mãe e alguns amigos, e o fato de ouvir muito mais Zé Paulo, Joelmir e cia. na RB, têm me direcionado mais a esse rumo.

E por que estudar? Ahh, porque acho importante antes de opinar baseado nas visões de economistas, jornalistas, amigos, cientistas políticos e afins, entender como todas essas engrenagens funcionam, desde a pólis (πολις) grega. Talvez esse blogue ganhe uma nova faceta de agora em diante, além de tudo que já tem- só falta assiduidade!

Grande abraço.

Dilbert

Dilbert (http://dilbert.com/strips/comic/2010-05-01/)

Fui mexer numas coisas nos bancos de dados do servidor. Alterei as tabelas erradas e apaguei tudo do meu blog… tudo.

Isso pode ser um sinal de que eu devia voltar a escrever, ser mais assíduo e tal… ou um sinal de que eu sou uma besta.

[]s